sexta-feira, 18 de maio de 2012
Rochas de um quarteirão.
Massas gravitando uma as outras.
Órbitas a se encontrar fundem-se.
Nós aqui e ali.
Uns mais perto do sol.
Química lenta.
Em lindo azul.
Nossa preciosa terra.
Águas se congelam nos pólos.
Se evaporam nos trópicos.
Permitindo o ciclo da vida.
Um imenso desconhecimento.
Sentado em Plutão.
Observo o que pode haver.
Depois da esquina.
Me reencontro com o papel.
Na pequena chance que algo modifique.
Se alguém ler ou acessar .
O que há por trás .
O que não pode ser dito.
Então apenas o suponho.
Escaneio como quem assobia.
E por ressonância na intimidade.
Da respeitosa distancia.
Vejo aquilo .
Alem do universo.
Que vibra em todo ser.
Como a flor se abrindo.
Como o pássaro em vôo.
E com todo respeito o devoro.
Sonhei em tercetos com supostas rimas.
Descrevia fielmente a cena.
Que vinha na mente.
Senti falta do teclado pois jogado.
Era aleatoriamente.
Na correnteza dos sonho.
Que atravessa barulhenta.
A minha mente.
Textos que não foram.
Perdidos estão dormentes.
São comparados.
Aquele pouquinho derramado.
Para o santo.
Sonho em 27 de junho
Acordo arrastado pela sensação de sonho.
Me remeto a ele numa casa.
Onde partes humanas se espalham.
Um armário MDF corroído se coagula junto.
Um pé solto no meio da sala.
É de um holandês.
A mesma sensação faz referencia a uma caverna.
Já sonhada outras vezes.
Nela há uma cripta onde se fazem funerais.
Meu pai foi sepultado lá.
Paredes de pedra, há uma coluna semi partida.
Nela me apoio e deito-me sobre ela com o peito.
Sinto ser um Stonehedge .
Sinto que já morri ali algumas vezes.
Encontro a caixa preta mas não posso abrir.
Ainda não .
é a transição da vida à morte, porto de embarque.
É uma informação que entra pelo meu peito.
Pena não saber decifrá-la.
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